terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

saltar sem olhar!


     Quando decidirmos fazer uma coisa é melhor que a façamos logo, sem pensar muito nisso. Quanto mais pensarmos, mais coisas vamos encontrar que nos levem a desistir. Vamos acabar por ver obstáculos em tudo quando deviamos era ver oportunidades. Irritam-me aquelas pessoas que se queixam, que não estão felizes mas não fazem nada. Ficam a ver o tempo passar metidas no seu próprio buraco que cada vez vai ficando mais fundo. A vida é uma merda mesmo: temos expectativas, temos imprevistos, temos perdas, temos fins, temos problemas. A merda fica maior se a escondermos debaixo do tapete e começa a cheirar cada vez pior. É preciso mudar para ter resultados diferentes, é preciso fazer mais mesmo que seja com menos. 

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     C.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

agendas especiais.


     Eu, fã de agendas, me confesso! E desta vez não é uma agenda qualquer, é a minha agenda! A agenda da Matias. Tudo escolhido por mim inclusive este titulo um tanto ou quanto egocêntrico. Estou ansiosa por começar a escrever de prefêrencia com eventos extremamente interessantes e novos, afinal de contas é isso que se espera de um ano novinho em folha.
     Se forem tão fãs de agendas giras como eu fiquei desta também podem encomendar a vossa em: Stuff. Gosto de partilhar coisas boas convosco!

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     C. 
 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O equilíbrio está nas coisas simples.


     Ontem fiz uma coisa que não fazia há quase 15 anos. Andei de bicicleta. Já tinha pensado em fazê-lo há mais tempo, mas invadia-me um medo bizarro como se tivesse dado uma grande queda em tempos e tivesse guardado trauma disso. Não era trauma, era só medo de não ter equilíbrio. Medo de falhar nos pedais, medo de não concretizar o movimento com segurança. Parece que estamos a falar de algo profundo e difícil e no entanto estamos simplesmente a falar de um bicicleta. No meu íntimo, realmente achei que o meu corpo se tinha esquecido de como era, ignorei a frase feita "é como andar de bicicleta, nunca te esquecerás" e agarrei os punhos com toda a minha força. Assegurei-me que a qualquer momento os meus pés conseguirião chegar ao chão com facilidade e depois deixei-me levar.    
     Que seja cliché! Mas que sensação boa esta de descobrir que algo que não faziamos há anos é de facto maravilhoso. Esta sensação de que realmente as coisas simples são as melhores. Sendo cliché ou não, não existem muitas coisas melhores que ler um bom livro, apanhar sol e dar um mergulho no mar, comer um boa refeição e beber um bom vinho, andar de bicicleta ou fazer conchinha antes de dormir.

     P.S - Depois deste texto, por favor só não me confundam com o Pedro Chagas Freitas.

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     C.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

pensamentos da madrugada.


      Hoje acordei às 6 da manhã e não consegui adormecer mais até o despertador tocar. Esta sensação de impotência em não conseguir adormecer é talvez a mais dura de todas e a mais dificil de resolver. Dura porque nos faz pensar no que evitamos durante o dia e difícil porque tem o efeito inverso, quanto mais tentamos adormecer mais difícil se torna essa tarefa e é sempre uma corrida contra o tempo.
    Nessas duas horas pensei em várias coisas mas só quero materializar uma conclusão que me assusta bastante: A diferença entre perder tempo e "passar" o tempo é muito ténue. Em nenhuma delas se ganha grande coisa, bem pelo contrário.

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     C.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

a vida resumida num perfume.


     Eu podia resumir a minha vida a um frasco de perfume. Aliás, qualquer vida bem que podia ser resumida a uma frasco de perfume. Metaforicamente falando, claro. Porque isto da vida humana é muito mais que um quimíco perfumado e é preciso não fazer confusões.
     Um frasco de perfume não é mais do que uma escolha. Como na própria vida: implica ponderação e certezas quase absolutas. Não se escolhe um perfume como uma cacho de bananas no supermercado. E esta metáfora serve para tantas situações desta vida. Até porque não se gasta um frasco de perfume no mesmo tempo em que comem meia dúzia de bananas.
     Se gostarmos mesmo desse frasco de perfume vamos querer usá-lo sempre, sem pausas, sem dúvidas, sem dias mais ou menos. Vamos usá-lo e caminhar de cabeça levantada e coração aberto. Às vezes esse frasco é o errado e aí não há mesmo nada a fazer.
     É raro, mas às vezes ainda pode aparecer um que queiramos usar para sempre.

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     C.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

um texto para 2015




     Volto uns largos meses depois para vos dizer que não é um fogo de artifício com uma dúzia de passas e a esperança de um ano melhor que vão mudar as coisas. 
     As coisas são o que são porque as pessoas são o que são. As coisas não mudam enquanto as pessoas não quiserem mudar. É preciso fazer alguma coisa ou às vezes é preciso deixar de fazer um montão de coisas. Caminhar em frente é difícil mas, às vezes, virar as costas é ainda mais duro e requer mais coragem!

     Dizer que é um ano novo e que tudo vai ser diferente não basta! As promessas não bastam mas se elas não existirem não há nada que resista. As pessoas precisam disso, precisam de alguém que lhes diga que tudo vai correr bem, de alguém que se "responsabilize"e fique ali de "fiador"! Fora isso, está tudo dentro de nós, se estiver! Se não estiver, também não vale a pena!

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     C.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Irmãos


Dizem-me sempre que não há amor como o que se sente por um filho, eu acredito. Nunca pari, mas tenho uma irmã e deve ser muito parecido a esse amor incondicional de que se fala ao evocar o nascimento de um filho. Bem sei que há irmãos e irmãos, há relações e relações mas há laços inquebráveis. Os pais não nos ensinam a amar os irmãos da mesma forma que nos ensinam a apertar os atacadores ou a escovar os dentes. Não há teoria para o amor, há a prática, há o coração aberto, há o sentimento de que éramos capazes de tirar da nossa boca para dar ao nosso irmão. Os irmãos não julgam, não criticam para magoar, não falam de nós nas costas nem destratam quem amamos mesmo que achem que merecemos melhor. Os irmãos sabem sempre as nossas falhas, os nossos medos sem precisarmos de falar disso tudo ou de nos tocar na ferida de forma áspera e dura. Os irmãos estão connosco na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza. Se “baterem” ao nosso irmão doí-nos a nós, diria até que dói ainda mais e de forma mais violenta. Se alguém lhes levantar a mão lá estaremos nós prontos a segurá-la antes de ela ouse pousar e magoar. E se não chegarmos a tempo vamos lá depois pedir satisfações e tomar as dores como se fossem nossas. São, na verdade. Os irmãos gostam de nós como somos, com aquele roupa mais bonita ou o traje de andar por casa. Os irmãos até podem dizer “Não” mas voltarão sempre com a palavra atrás e os braços abertos. Os irmãos discutem, agridem-se mas arrependem-se mesmo que demorem a reconsiderar. Para ser irmão não existem licenciaturas, mas se existissem também haveria muita gente a não ter média para entrar. Às vezes, os irmãos sabem o que nem nós sabemos. Mas eles não dizem, deixam-nos ir lá bater com a cabeça ou ser ainda mais felizes com as nossas decisões. Eles permanecem lá connosco mesmo que seja em silêncio à espera que precisemos deles e nunca vão dizer-nos: “Eu avisei-te” mesmo que o pensem. A sua missão não é a de consciência, a sua missão é a de amor, só. Eles não sabem sempre o que é melhor para nós, mas sabem que independentemente disso estarão sempre lá a amparar as quedas ou a brindar as vitórias. Não há irmãos perfeitos, mas há irmãos eternos.

Love
C.