sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sobre ser Português



     Um pouco atrasado talvez, mas...

     A vitória de Portugal contra a Suécia não vai acabar com a crise, mas todos ou quase todos concordamos que foi uma lufada de ar fresco. Mesmo que grande parte de nós tenha começado a partida com um sentimento de descrença era inevitável que o nosso coração não se vergasse às primeiras notas de “A portuguesa!”.
     Hoje parece que vos escrevo sobre futebol, mas não. É muito mais do que isso. Escrevo-vos sobre este sentimento de patriotismo que nos invade sempre que alguém fala mal do que é nosso. Seja quando Blatter achincalha o Melhor do Mundo ou quando um jornalistazinho inglês descreve a cidade do Porto como a "Detroit da Europa" ou a "mini-Havana".
     Esse sentimento de protecção e paixão quase que cega, assalta-nos sempre que alguém ousa menosprezar o nosso valor enquanto nação. E sim, estamos em crise, o nosso salário mínimo nacional é uma anedota, somos governados por corruptos e estamos rodeados de  “lobbies” e interesses individuais. Mas isto não é o que nos define enquanto povo. Somos mais que isso e esse sentimento de orgulho pelo que é nosso e é bom, esse, ninguém nos pode tirar.
     Sempre que somos distinguidos lá fora, seja pelo turismo, seja pela gastronomia, seja pelo desporto parece que o peito se nos incha. Corremos a partilhar nos nossos murais do “Facebook” o quão bem cotados estamos lá fora nessas áreas. Mas antes disso já tínhamos olhado para as praias, as encostas, os monumentos. Antes disso já tínhamos saboreado os bolos e os petiscos, já tínhamos sorvido goles de vinho com medalha e já tínhamos pensado para com os nossos botões: Se isto não é bom então mostrem-me o que é!
     Foi preciso termos chegado à sarjeta financeira e figurar no final das listas de crescimento económico, poder de compra ou satisfação para percebermos que o temos cá é bom. De repente o que antes não nos dizia grande coisa é hoje motivo de orgulho. E na verdade há coisas que o dinheiro não compra, só eleva.
     Há coisas que nenhuma “troika” nos pode tirar, a emoção de se ter no cartão do cidadão inscrito: nacionalidade portuguesa, o arrepio nos  pêlos dos braços que sentimos cada vez que um atleta nosso sobre ao pódio e se ouve o hino nacional, a nostalgia e paixão provocadas pelos acordes de uma guitarra portuguesa, o sentimento de conforto sempre que estamos fora da nossa fronteira e nos deparamos com outro de nós. Às vezes pensamos que mais valia não ter nascido aqui só por termos de estar a passar por tudo isto. Mas mesmo que façamos a mala para alcançar outros sonhos, o que nos faz vibrar  por sermos portugueses acontece aqui ou em qualquer outra parte do mundo. 

     Love
     C.

domingo, 24 de novembro de 2013

frio lá fora e quentinho aqui dentro.




     Não sei quantos dias depois, voltei. Desculpem-me do fundo do coração, mas tenho andado aborrecida. Esta adaptação ao Inverno é sempre dura e demorada. Mas penso que estou a entrar no ritmo quanto mais não seja pelo espírito natalício que já anda por estas bandas. Pois é, o Natal está a chegar aos poucos. Já temos árvores, calendários de chocolate, maravilhas no forno e um gatinho com luzes e gorro de pai Natal. E este domingo soube mesmo bem. Assim até vale a pena ser Inverno e estar um frio dos diabos lá fora.

     Love
     C.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sol de Outono.


     Não gosto de dias pequenos. Não gosto de ir de noite para casa. Não gosto que o pôr-do-sol se antecipe. Mas gosto de praia no Outono, gosto do sol que reconforta do vento frio. E gosto da ideia de aproveitar as coisas de forma mais intensa e instantânea. Como se fosse preciso correr atrás do sol antes que ele vá embora. 

    Love
    C.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

viagens surpresa.



     Aos anos que não ia à Nazaré. Aos anos que achava que não gostava muito de surpresas. Mas afinal gosto. E muito!

Love
C.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

finamente...o gatinho!


     Foi uma luta de meses até me convencerem a ter um gato. Moro num apartamento e por isso se não fosse um gato jamais me passaria pela cabeça adoptar outro animal. Ainda assim na minha cabeça só passavam imagem de pelos por todo o lado, móveis arranhados, fios puxados na roupa e mais um montão de coisas que me iriam irritar profundamente. Para não falar de que imaginar um ser com as suas patinhas em cima de mim durante a noite já me deixavam comichosa. Mas adivinhem! Repensei, disse sim ao gatinho e ainda o deixei dormir comigo logo na primeira noite. 
     Pequenino e amoroso que é. Com aquela carinha e ar de: "Por favor! Cuida de mim! Não tenho mais ninguém a não serem as minhas Donas! Miau!". A guarda é partilhada, mas já é o príncipe lá de casa. Espero que o Woody seja um gato feliz e de preferência que nunca faça porcaria para eu nunca me arrepender desta decisão mais ou menos leviana.

     Love
     C.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

os 25 da Lulu.


     Este ano festejamos os 25. Este anos bufamos ao quarto de século sem reclamar e sem sentimentos de culpa pelo que foi feito para trás e não resultou. Brindamos ao que está para vir, às coisas boas que este novo ano de vida nos reserva. 
     Desta vez a Lulu bufou as velas com direito a balões e cornetas (que até o vizinho do primeiro andar adorou). A Lulu foi a última a vir para Lisboa. A última que cedeu aos encantos da capital e deixou que a luz de Lisboa lhe entrasse pela alma sem protestar. E por isso, desta vez as velas bufaram-se directamente da Lisboa das sete colinas com o calor, beijinhos e miminhos do Norte.

     Combinação perfeita é esta de ter uma casa cheia de pessoas maravilhosas e uma aniversariante feliz!

     Love
     C.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

geração das marmitas.


     Quando era pequena usava uma lancheira cor-de-rosa da Barbie. Era pequena, mas na altura parecia-me enorme. Lá dentro eu podia colocar o meu lanche, dinheiro no porta-moedas em forma de coração que trazia agregado e quem sabem ainda teria espaço para um brinquedo e um batom. Sim, um batom. Levava-a para o ballet, para a escola e para as visitas e passeios de estudo. Quando cresci deixei de achar piada à ideia de usar uma lancheira da Barbie e trazer comida atrás para qualquer lado que fosse. Era foleiro levar lanche, as marmitas de almoço eram completamente out. Cresci mais um bocado e comecei a perceber o valor de andar sempre com comida atrás. A ideia de ir para um sitio qualquer e não ter o que comer assustava-me: e se só tiver cartão multibanco e não aceitarem? e se o meu cartão avariar? e se não houver nada para comer com bom aspecto? Na dúvida comecei a ganhar o vicio de andar sempre com um iogurte de beber, umas bolachas ou barrinhas de cereais não fosse o diabo tecê-las. 
     Hoje as marmitas estão na moda outra vez. Atenção, não fui ao baú buscar a da Barbie (embora ela ainda exista). Não há dinheiro nem saúde que resista a comer todos os dias fora o que alguém cozinhou sem vermos como o fez e o que usou. Ao menos assim sabemos o que comemos, evita-se o desperdício e ainda nos disponibilizam objectos super queridos onde colocar o que sobrou do jantar.
     Pronto...confesso-me fã da marmita e do lanchinho :) 
     
     Love
     C.