Quando era pequena usava uma lancheira cor-de-rosa da Barbie. Era pequena, mas na altura parecia-me enorme. Lá dentro eu podia colocar o meu lanche, dinheiro no porta-moedas em forma de coração que trazia agregado e quem sabem ainda teria espaço para um brinquedo e um batom. Sim, um batom. Levava-a para o ballet, para a escola e para as visitas e passeios de estudo. Quando cresci deixei de achar piada à ideia de usar uma lancheira da Barbie e trazer comida atrás para qualquer lado que fosse. Era foleiro levar lanche, as marmitas de almoço eram completamente out. Cresci mais um bocado e comecei a perceber o valor de andar sempre com comida atrás. A ideia de ir para um sitio qualquer e não ter o que comer assustava-me: e se só tiver cartão multibanco e não aceitarem? e se o meu cartão avariar? e se não houver nada para comer com bom aspecto? Na dúvida comecei a ganhar o vicio de andar sempre com um iogurte de beber, umas bolachas ou barrinhas de cereais não fosse o diabo tecê-las.
Hoje as marmitas estão na moda outra vez. Atenção, não fui ao baú buscar a da Barbie (embora ela ainda exista). Não há dinheiro nem saúde que resista a comer todos os dias fora o que alguém cozinhou sem vermos como o fez e o que usou. Ao menos assim sabemos o que comemos, evita-se o desperdício e ainda nos disponibilizam objectos super queridos onde colocar o que sobrou do jantar.
Pronto...confesso-me fã da marmita e do lanchinho :)
Love
C.