quinta-feira, 22 de agosto de 2013

chilemos, irmãos!


     Não queiram imaginar como está a minha cabeça esta semana. Estou cansada, estou mesmo cansada. Aquele cansaço que vai muito além do físico e que já se confunde com "estar farta". Melhor, estou farta! Anseio só que tudo fique melhor. E não é que as minhas preces se estão quase a cumprir?! Amanhã é sexta-feira. Amanhã é dia de chilar a sério. Quando der a hora do toque, vou desligar. Vou vestir o biquíni e só o tiro domingo à noite. Vou deitar o corpo no areal, ler revistas e livros, ouvir Seu Jorge no ipod e comer bolas de berlim. Vou comer as que me apetecer. E quero adormecer na praia e no sofá. Quero encher a barriga de petiscos, andar descalça e encher-me de after sun. Quero acordar cedo sem dramas e dores e quero esquecer que depois de sábado é domingo e que segunda-feira vai começar tudo outra vez.

     Love
     C.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

uma família de verdade!





     Já não vos mimava com fotografias de comidinhas boas há muito tempo. Ando desleixada por aqui, mas tenho aproveitado o Verão a sério, juro! Este fim-de-semana fui lá cima em visita de médico. Sabia que, ou ia agora ou ia ficar sem ver muitas pessoas este Verão e por isso meti meia dúzia de trapinhos num saco e parti. Somos muitos e é difícil conseguir juntar toda a gente, falta sempre uma ou duas pessoas que por motivos profissionais não pode aparecer. Ontem ainda não estavam todos, mas mesmo assim foi bom, muito bom. Desta vez batemos os talheres com vista para o Douro e intercalámos boa comida com bom vinho.          Numa mesa para quase 30 pessoas o mérito vai para a anfitriã que preparou comidas deliciosas com muito amor e atenção à mistura. E com amor as coisas têm um poder ainda maior. Gosto de estar assim, de volta de uma mesa grande. Sei que aconteça o que acontecer estaremos sempre assim, juntos! 

     Love
     C.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O sitio que nos faz.



     Quando se trata de pessoas gosto de pensar que no fundo somos todos iguais: às vezes maus, às vezes bons. Mas somos especiais por virmos de onde vimos, somos especiais pela história que trazemos na bagagem e sobretudo pelo que nos ensinaram a ser. 

     O espaço onde nascemos e onde aprendemos a caminhar, a escrever e a viver diz tanto de nós como qualquer árvore genealógica que possam ter feito com a nossa história familiar ou mesmo o grupo sanguíneo que a genética nos deu. Às vezes parece só um espaço físico, mas é muito mais do que isso e durante muito tempo a sua importância vai muito além do nosso entendimento e ânsia por sair e conhecer o mundo que nos rodeia.


     Estou em Lisboa há 7 anos. Vim com 18 feitos de fresco e uma bagagem cheia de medos e saudades. Mas sabia que tinha de vir, porquê não sei. Como se esta cidade que tanto me assustava também me puxasse com toda a sua força. Custou imenso, pensei em desistir, pensei em voltar para as saias da mãe e sonhei ter outra vez 16 anos para sempre e nunca ter de crescer. Nos primeiros tempos foi duro, não pertencia aqui, não me identificava com as pessoas e achava que elas nunca me iriam compreender. O silêncio matinal do metro era, todos os dias, uma câmara de tortura. As caras das pessoas perdidas nos livros, jornais, revistas e telemóveis era surreal e parece que ninguém reparava em ninguém, que as pessoas eram só números que estavam ali à espera de sair para realmente se tornarem  “Pessoas”, com história e vida lá fora. Ficava a imaginar onde iria aquele senhor de fato, ou aquela senhora que mastigava umas bolachas enquanto mandava sms’s. Ainda hoje penso.



     Tinha preconceitos com as pessoas daqui, confesso. Não é uma coisa de que me orgulhe, ter preconceitos torna-nos tacanhos e não gosto disso. Esperava encontrar alguém com pronúncia do Norte em qualquer lado que fosse e quando isso acontecia era o aconchego para a alma. Esperava encontrar alguém tão perdido quanto eu e com pronúncia (qualquer que fosse ela) na carteira, alguém com quem pudesse partilhar uma mesa e contar como isto tudo assustava. Encontrei. Isso é o melhor na Universidade. Pensamos que deixámos o conforto do lar para estudar e aprender uma profissão, mas é mesmo muito mais do que isso. E de repente quando sentimos que fizemos “a mudança” de uma vez por todas e que já está tudo devidamente arrumadinho nas devidas prateleiras percebemos que afinal também pertencemos um bocadinho a esta cidade. 


     Somos também uma pedra de calçada portuguesa e ao mesmo tempo turistas em part-time nesta cidade. Somos pecinhas vindo de vários cantos deste país tão pequeno e ao mesmo tempo tão distante de distrito para distrito.


     O B.I. deixa de ser muito importante e a localização actual do facebook também. Eu continuo a ter Trás-os-Montes em todos os meus poros. Ponho a mão na cintura quando refilo ou estou indignada, falo alto e com sotaque, uso expressões. Adoro expressões e adoro quando não me percebem, mas mesmo assim desperto curiosidade. Gosto de dizer de onde venho mesmo que os mais ignorantes façam comentários ridículos e sei que esse sítio que me viu nascer diz muito de mim e da forma como abro a minha porta e o meu coração ao mundo. E afinal estou aqui, o meu coração está lá e eu sou do Mundo.

     A fotografia não podia ser a melhor :) Todos os créditos à minha enorme amiga Mafalda.

     Love
     C.

terça-feira, 23 de julho de 2013

muita calma nesta alma.


     O regresso ao trabalho não foi tão mau quanto se previa. Muito trabalho, mil e-mails para enviar, centenas de assuntos para tratar e inspiração em nível baixo para tanta coisa.
      Além disto, tenho a casa como um verdadeiro campo de batalha. Pó, pó por todo o lado e salpicos de tinta em cada peça, tudo por causa das obras. Uma semana de dog a chegar a casa depois das 20h em que é praticamente impossível pensar em limpezas. Quando pudermos pegar na esfregona já nem sequer teremos espaço para pousar o casaco ao chegar a casa, sem o sujar. 
     Fora isto tudo e os mil cafés de hoje para me manter acordada e atenta está tudo bem e recomenda-se.

     Fotografia: Cortesia de Nuno Loução 

     Love
     C.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Bolas de berlim só não curam..TPM!


     Conseguem imaginar ter de regressar ao trabalho numa semana de TPM? Tudo que já era péssimo tornou-se horrível e incomportável. E de drama queen nível 3 passei imediatamente ao nível 1. Pois, vós mulheres que me leis aqui sabeis como é difícil este ciclo hormonal. Não vou tentar sequer explicar aos homens como isto doí por fora e maça por dentro. Nunca entenderiam o que é ter um pipi muito menos uma descarga de estrogénio ou queda da progesterona. E isto que nem sequer se vê, faz com que o mundo nos pareça o pior sitio para se estar, com que as pessoas que interagem connosco sejam seres que apenas nos querem mal e nasceram para nos lixar. 
     Nada serve, nada fica bem, nada encaixa, nada está onde devia estar a começar por nós mesmas. E depois de tudo isto passar, pouco a pouco volta tudo ao sitio certo e afinal não era nada. 

Love.
C.

terça-feira, 9 de julho de 2013

o verdadeiro valor das férias.







Ficava de férias o ano inteiro. Não me interpretem mal. Nos dias que correm ter um trabalho que se goste é um luxo. E eu tenho. Tenho que agradecer por isso, mas esta vida de férias fica-me mesmo bem. Era capaz de prolongá-las por mais um mês, mas enquanto não é possível vou aproveitando o melhor que posso e mentalizo-me que depois disto acabar terei os fins-de-semana para chilar com os meus amiguinhos do coração. Afinal de contas são as pessoas que fazem os sítios e são elas que concretizam o verdadeiro valor das férias.

Love
C.

domingo, 7 de julho de 2013

Os 5 km mais coloridos e felizes do planeta!




     Meus queridos,
     Fiz uma pausa nas minhas férias para correr/ caminhar os 5km mais coloridos e quentes de sempre. Com o país a arder quase que víamos a The Color Run por um canudinho. Mas com um ajuste de horário tudo se resolveu e lá fomos nós com mais de 30º em cima do corpinho levar com cores e água fresca.
Foi a primeira vez que me aventurei nestas coisas, mas quero mesmo repetir. Seja na Color ou quem sabe numa maratona a sério.
     Fiquei fã da Color Run e a alegria que tinha visto noutras fotografias e vídeos de eventos passados é mesmo real. Há muita música e cor, muita alegria. Sem dúvida o evento perfeito para tornar as pessoas mais felizes, nem que seja apenas por um dia. Para mim que estou de férias (e com grau de felicidade bastante considerável) foi a cereja no topo do bolo.

     Vou continuar com esta vida difícil :) Depois mostro-vos mais coisinhas destes dias em que até São Pedro me fez a vontade.

     Love
     C.