quarta-feira, 22 de maio de 2013

as conversas são como as cerejas.


     Só já consigo pensar em cerejas, conversas, noitadas de Verão, finos gelados (mesmo com a garganta neste estado), relvas frescas para deitar o corpo, areia, água salgada, sardinha assada, cansaço depois da praia, cheiro a protector solar, dias longos e ainda falta quase um mês e meio para ir (merecidamente) de férias. Mesmo assim, é urgente começar a aproveitar, pelo menos, 80% de todas as estas coisinhas que referi. Se vocês soubessem a vontade que tenho de um biquíni no corpo e uma havaiana no pé. Se soubessem, também, como precisava que o dia tivesse 48 horas. 

     P.S - Já agora e para que se roam de inveja, aqui ficam as primeiras cerejas de 2013 :) Vindas de Norte, claro!

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     C.

domingo, 12 de maio de 2013

surpresas de sexta-feira.



     Depois de duas tentativas falhadas, à terceira foi mesmo de vez. Sexta-feira com moelas e panaché e para compensar uma semana de estudo e trabalho a B. trouxe ovinhos Kinder para todas. Um amorzinho a contribuir para a nossa celulite e felicidade. Depois de alguns percalços com a panela de pressão o resultado  gastronómico foi maravilhoso.

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     C.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

saudades em português



     Hoje falo-vos dos que partem. Dos que, sem querer, são empurrados a fazer uma mala cheia de sonhos. Dos que depois de mil novecentas e treze tentativas são obrigados a fechar a loja e a abrir a mala noutro país ou, até mesmo, noutro continente. Todos os dias, a todos os segundos se perdem mais pessoas, mais talentos, mais sonhos bordados em português. Não falo dos que partem voluntariamente, falo dos que Passos mandou dar passos noutra calçada que não a portuguesa. Falo dos que procuram o que o nosso país não lhes pode dar. Falo dos que daqui a uns anos voltarão, com CV’s dourados e referências estrangeiras, dos que nessa altura terão o reconhecimento que não conseguiram aqui e agora. É triste. É triste precisar de sair, de morrer, de reconhecimento transcontinental para termos quem nos aplauda, quem nos admire e quem faça ruas com o nosso nome.

      Então…é melhor partir.

     Estamos a deixar que partam, estamos a deixar sair o potencial para que outros países tenham a sorte de os ver crescer, de os ajudar a crescer. Na mala levam o galo de Barcelos, as toalhas de mesa minhotas dos namorados, os azulejos, a bandeira. No ouvido o fado, o hino nacional, os poemas de Pessoa e a língua portuguesa, tão bela, tão profunda, tão genuína. Na memória os dias de sol, as praias, a dura pedra dos monumentos que se erguem em cidades cada vez mais vazias de sonhos e esperança. No paladar a feijoada transmontana, as alheiras, as açordas, os bitoques, o vinho e o azeite…as mesas fartas e perfumadas. E no coração a saudade. Essa palavra tão portuguesa, tão profunda, tão dura e difícil de ler e suportar. Ao mesmo tempo, a palavra mais bonita da nossa língua, a única sem tradução e a que levaremos no coração para onde quer que vamos.

      Não é fácil partir, ainda mais quando se leva o coração cheio de família, amigos e momentos felizes neste país que de feliz poucos dias tem tido. Ainda assim, é mais fácil partir a achar que se vai voltar…um dia. Com mais histórias, mais experiências, mais conhecimento e sobretudo a sensação de que as coisas têm ainda mais valor quando se perdem. Ou é aí que lhe damos o devido valor. 
      Mais difícil é ver partir. Quando percebemos que temos um país demasiadamente pequeno para todos. Não devia ser assim, não podia ser assim. Precisamos de um país sem cunhas, sem embaixadores de programas que nunca se percebe muito bem para que servem e que nunca passam de palavras num papel. Precisamos de um país com espaço para o talento, sem burocracias e entraves ao desenvolvimento. Precisamos de um país que nos peça para ficar, que nos erga os braços para um abraço e a esperança que tudo vai, realmente, melhorar. 

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     C.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

um pacotinho de férias.


     Há dias que não dava as caras por aqui, agora é sempre assim. Cá venho desculpar-me pela ausência e desta vez dizer-vos que requisitei um pacotinho de mini férias. Serão 5 dias para descansar as peles e para pensar em nada. Terei os miminhos da mãe, a o lar doce lar vem, literalmente, a Lisboa. Prometo um tempo para cliques especiais que depois lá vos mostrarei. Entretanto vou escolher um bom livro para ler e dar um salto pelos cds em promoção na FNAC (quem sabe na pausa dou uma vista pelos trapinhos ahaha) para me entreter já que ouvi dizer que o sol também ia de férias.

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     C.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

aos 26 de uma princesa.



     Já vem sendo hábito isto de festejar aniversários como os ciganos. Uma semana afinal dá para muitas festas e enquanto houver um bolo e velas para soprar haverá voz para cantar. Os vinte e seis da Sónia afinal de contas são apenas um pretexto para lhe dizermos o quanto ela é especial para nós, são apenas um motivo disfarçado para juntarmos os trapinhos, sentarmos o rabinho à volta de uma mesa cheia de comida e doces e mandar umas gargalhas valentes numa noite de semana. Isto é tão bom e até os 26 custam menos a interiorizar. Meu amor lindo, muitos parabéns :) Pelo dia e pelo jantar, estás pronta para casar! 

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     C.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

descobri um novo amor.


     Pois é! Descobri um novo amor que iluminará as minhas manhãs sonolentas. Depois do número 10 da Delta decidi-me pelo novo Power Coffee. Espero que faça jus ao nome e me mantenha de pestana bem aberta e dispersa. Se entretanto me ajudar a manter acordada na viagem de regresso a casa no 28 então sim, isto será o verdadeiro POWER! A minha mãe hoje disse-me que estou viciada em café, penso que está a exagerar. Mas confesso que fiquei assustada quando dei por mim em pânico a olhar para a prateleira do supermercado com papel a indicar cápsulas de café "temporariamente indisponível". Ainda olhei duas vezes para ver se era verdade, fui a três sítios diferentes. Bufei e conformei-me com um capuccino deslavado. Agora resolvi acumular três caixas para o caso da Delta querer colocar os seus clientes em pânico. E assim estou bem mais descansada. Mas não Mãe! Não estou viciada!

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     C.   

terça-feira, 9 de abril de 2013

entretanto nas ruas de Lisboa


     Eu que nem acho que a anarquia seria solução para tudo isto com que nos deparamos todos os dias em jornais e televisões. Eu que nem acho que a culpa seja só dos que lá estão agora. Eu que nem sei qual seria a solução, sou das que às vezes lhe apetecia dizer: Oh poder, vai-te f****!

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     C.