sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

a primeira troca de prendas deste Natal.


     Já tinha saudades destes jantares de sushi com todas as garotas. Apesar da ausência da MJ. foi bom rever toda a gente e dizer e ouvir as parvoíces do costume sem as quais estes jantares já nem seriam a mesma coisa. Até a R. atravessou o atlântico para vir comer sushi e crumble de maçã. De resumo: as prendinhas super queridas e a melhor companhia que se podia desejar para uma quinta-feira à noite de tempestade.

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     C.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

as dores do frio.


     Lá por ser uma mulher transmontana não quer dizer que seja imune ao frio. Posso dizer-vos que sou bastante sensível a baixas temperaturas, principalmente da parte da manhã. Sobretudo quando o despertador toca às 8h00 e preciso trocar o quentinho da minha cama pelo frio insensível da rua. Eu que sempre tive problemas com as segundas-feiras agora tenho também com as 8h00 da manhã de Inverno. É que acordar custa quase sempre, mas com frio é de matar qualquer ser, por mais corajoso e "matinalmente" bem disposto que seja. Dói muito. Até ao café são dores horríveis. Começo a ter pensamentos mais positivos quando já vou a caminho no autocarro. No entanto, hoje reparei que das "personagens" que vos falei, num post de há dias, apenas se mantém uma pessoa. Coisa estranha. Apanhei o autocarro à mesma hora de sempre, 9h23 coisa menos coisa e só tive sinal da senhora mal humorada de cabelo branco e óculos de massa. Será que estão todos de férias?

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     C.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

pesadelos repetidos.


     Há noites a fio que o pesadelo se repete. Noites a fio com as mesmas personagens e o mesmo desfecho inconclusivo. Acordo salva pelo despertador ou pela minha mãe que me liga para perguntar se quero um cachecol nude ou cinza ou para questionar se precisamos de pijamas.
     Existe neste mundo uma pessoa (e digo pessoa para não lhe chamar outra coisa pior) que me deve um enorme pedido de desculpa. Mesmo sabendo que o mais provável era eu nunca conseguir perdoar (nem as lições da catequese me iam valer) era disso que eu precisava. Um simples e sincero: "Desculpa". Pedir desculpa, aliás saber pedir desculpa é uma bênção e um sinal de carácter. Tendo em conta que disso pouco vejo nessa pessoa, talvez seja um desejo da minha parte impossível de concretizar. 
     Todas as vezes que me cruzo em pesadelos (e espero que fique por aí) com essa pessoa, somos amigos. Já teremos feito as pazes sem o devido pedido de desculpa. Ou pelo menos aconteceu alguma coisa que nos permitiu conseguir ter uma conversa civilizada. E é nessa conversa que eu questiono: - O que te levou a fazer tudo aquilo? Porquê tanta falta de consideração, tanta falta de respeito?
     Depois da temida pergunta, faz-se silencio e a pessoa não responde. Quando penso que pode estar prestes a explicar, o pesadelo desfaz-se e fico sem descobrir. E tudo isto se passa em diferentes estações do ano, as expressões são as mesmas, a pergunta é feita da mesma forma e no mesmo tom de voz, mas temos roupa de Inverno ou Verão e estamos em locais diferentes.

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     C.

sábado, 8 de dezembro de 2012

8:16


     Os sábados já não são o que eram. Hoje acordei. Olhei depressa para o as horas a pensar que estava atrasada. Eram 8h16 e entrei em pânico. Como podia ser? Que cabeça a minha que não coloquei o despertador como sempre faço para as 8h00. Ainda a pensar que iria trabalhar, passam-me planeamentos, relatórios pela cabeça e milésimos de segundo. Respiro fundo e penso. Hoje é sexta-feira. Não, hoje é sábado. Ufa! Aconchego-me na roupa de cama e durmo por mais duas horas até ser acordada, milagrosamente, por um telefonema da minha mãe. Salva sempre pela mãe de um raio de pesadelo que se repete há noites a fio.

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      C.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

a mala mágica.


     Há duas semanas que procurava uma camisola quentinha do Inverno passado. Liguei à minha mãe para ver se a tinha deixado lá cima, procurei aqui em casa na arrecadação, no guarda-fatos, em gavetas, em caixinhas e nem sinal da camisola. Não sei porquê, mas lembrei-me de pegar nas malas de viagem para ver se andaria algures lá perdida. Peguei na cor-de-rosa e pareceu-me vazia, arrastei a roxa e segurei-a com força. Senti algo de muito pesado. Jamais me ocorreu o que seria. Quando a abri descobrir a dita camisola e mais meia dúzia de peças de roupa. Algumas da colecção passada, outras de duas ou três colecções passadas. Roupa da qual já não me lembrava. Roupa que sendo antiga podia perfeitamente ser reutilizada. 
     Imediatamente me veio aquele sentimento de felicidade típico de gaja quando vem carregada de roupas das compras. A tarde cansativa de limpezas, já de praxe de domingo, tinha sido afinal também uma tarde de achados mágicos e com zero de despesa. O que agora me leva a repensar, seriamente, qualquer recaída que inclua centros comerciais.

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     C. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Hi december.


     Dia 1 de Dezembro é dia de abrir o calendário de Natal e comer o primeiro chocolatinho de preparação para a quadra natalícia. Que chatice!

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     C.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

análises nos transportes públicos#1


     Sou uma pessoa curiosa e atenta a pormenores. Sou uma pessoa que passaria, facilmente, largas horas sentada num banco de jardim a ouvir música e a ver pessoas a passar. Sim, só a ver pessoas a passar. Gosto de ver pessoas, de reparar nas roupas e nos pormenores. Isto assim parece meio doentio, mas sigo com os olhos, todos os dias as pessoas que entram no autocarro que apanho para ir trabalhar.
     Começo por vos falar da senhora mal encarada que chega sempre primeiro que eu à paragem. Tem dois casacos característicos: um que usa em dias de chuva (que é uma mistura de parka mal amanhada, como se diz na minha terra, com edredom) e outro em dias frios e solarengos que parece ainda mais um edredom. Tem cabelos brancos e revirados para fora com o secador e usa óculos de massa "modernos", mas não tem bom gosto para sapatos. Nunca a vi rir, nem esboçar um sorriso mesmo quando há crianças a dizer coisas engraçadas no autocarro. Sai sempre na paragem do Marquês de Pombal e entra no metro, desaparece entre as outras pessoas apressadas e só a volto a ver no dia seguinte. A quem também nunca vi um sorriso foi à senhora da tatuagem FERNANDO, isto simplesmente porque a apanho sempre de costas a ostentar a sua tatuagem. Às vezes pergunto-me quem será o Fernando. Será um filho? Um marido? Ex marido? Deve ser marido caso contrário iria usar um camisola maior para tapar o arrependimento. Já que falamos de arrependimento tenho de vos falar da senhora de cabelo curto e óculos que, hora entra na minha paragem ou na a seguir. Tenho cá para mim que com este frio hoje se arrependeu de não ter entrado na paragem dos Sapadores já que ali batia o sol e na a seguir não. Tem um ar preocupado, consigo vê-lo na expressão facial e na pressa com que se levanta na paragem anterior à da sua saída, como se tivesse medo de não se levantar a tempo e alcançar a porta.  Autocarro que se preze não passa sem a figura característica que fala tão alto ao telefone que todos conseguem perceber que o fulano X é um aldrabão e não tem mão nos empregados. Falo do senhor com ar simpático, mas com um tom de voz extremamente perturbador para os meus ouvidos acabados de acordar. Ou fala alto (mas mesmo alto) ou há dias em que adormece e ressona um bocado. Prefiro-o neste segundo modo.
     Há também quem nunca me vire as costas. O senhor de camisola bordô e logótipo de qualquer restaurante vai sempre de costas para o caminho, ou seja de frente para mim. Encara-me muitas vezes o que me irrita, mas tento pensar que pode ser para qualquer pessoa que esteja sentada e nunca para mim. Há dias fui comer um prego a Alcântara e foi ele que me serviu. Coincidência? Claro! Apeteceu-me dizer - Não apanhamos o mesmo autocarro? Mas depois mastiguei o prego e esqueci a ideia.
        Qualquer dia estou na fila dos CTT e encontro o rapaz baixinho das Vans. Esse não sei onde entra, mas sai sempre nas Amoreiras com a sua mochila. Às vezes dá-me a impressão que vai a dormir, mas deve ser só da posição mais confortável que encontrou para ler as noticias no iphone. Nunca tira os óculos  por isso por vezes penso, de que cor serão os olhos? A seguir penso no Pedro Abrunhosa e não passa daí. Duas paragens anteriores à minha saída entra o senhor mais distinto do autocarro, pergunto-me onde irá todos os dias à mesma hora de fato e gravata se já não tem idade para trabalhar. Ver os netos, talvez. 
Gosto das roupas da miúda que entra na Almirante Reis, mas acho que não conjugaria assim as peças. Hoje por exemplo, acho que fez uma má escolha ao calçar sabrinas. Está frio.

         Love
         C.