terça-feira, 4 de dezembro de 2012

a mala mágica.


     Há duas semanas que procurava uma camisola quentinha do Inverno passado. Liguei à minha mãe para ver se a tinha deixado lá cima, procurei aqui em casa na arrecadação, no guarda-fatos, em gavetas, em caixinhas e nem sinal da camisola. Não sei porquê, mas lembrei-me de pegar nas malas de viagem para ver se andaria algures lá perdida. Peguei na cor-de-rosa e pareceu-me vazia, arrastei a roxa e segurei-a com força. Senti algo de muito pesado. Jamais me ocorreu o que seria. Quando a abri descobrir a dita camisola e mais meia dúzia de peças de roupa. Algumas da colecção passada, outras de duas ou três colecções passadas. Roupa da qual já não me lembrava. Roupa que sendo antiga podia perfeitamente ser reutilizada. 
     Imediatamente me veio aquele sentimento de felicidade típico de gaja quando vem carregada de roupas das compras. A tarde cansativa de limpezas, já de praxe de domingo, tinha sido afinal também uma tarde de achados mágicos e com zero de despesa. O que agora me leva a repensar, seriamente, qualquer recaída que inclua centros comerciais.

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     C. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Hi december.


     Dia 1 de Dezembro é dia de abrir o calendário de Natal e comer o primeiro chocolatinho de preparação para a quadra natalícia. Que chatice!

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     C.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

análises nos transportes públicos#1


     Sou uma pessoa curiosa e atenta a pormenores. Sou uma pessoa que passaria, facilmente, largas horas sentada num banco de jardim a ouvir música e a ver pessoas a passar. Sim, só a ver pessoas a passar. Gosto de ver pessoas, de reparar nas roupas e nos pormenores. Isto assim parece meio doentio, mas sigo com os olhos, todos os dias as pessoas que entram no autocarro que apanho para ir trabalhar.
     Começo por vos falar da senhora mal encarada que chega sempre primeiro que eu à paragem. Tem dois casacos característicos: um que usa em dias de chuva (que é uma mistura de parka mal amanhada, como se diz na minha terra, com edredom) e outro em dias frios e solarengos que parece ainda mais um edredom. Tem cabelos brancos e revirados para fora com o secador e usa óculos de massa "modernos", mas não tem bom gosto para sapatos. Nunca a vi rir, nem esboçar um sorriso mesmo quando há crianças a dizer coisas engraçadas no autocarro. Sai sempre na paragem do Marquês de Pombal e entra no metro, desaparece entre as outras pessoas apressadas e só a volto a ver no dia seguinte. A quem também nunca vi um sorriso foi à senhora da tatuagem FERNANDO, isto simplesmente porque a apanho sempre de costas a ostentar a sua tatuagem. Às vezes pergunto-me quem será o Fernando. Será um filho? Um marido? Ex marido? Deve ser marido caso contrário iria usar um camisola maior para tapar o arrependimento. Já que falamos de arrependimento tenho de vos falar da senhora de cabelo curto e óculos que, hora entra na minha paragem ou na a seguir. Tenho cá para mim que com este frio hoje se arrependeu de não ter entrado na paragem dos Sapadores já que ali batia o sol e na a seguir não. Tem um ar preocupado, consigo vê-lo na expressão facial e na pressa com que se levanta na paragem anterior à da sua saída, como se tivesse medo de não se levantar a tempo e alcançar a porta.  Autocarro que se preze não passa sem a figura característica que fala tão alto ao telefone que todos conseguem perceber que o fulano X é um aldrabão e não tem mão nos empregados. Falo do senhor com ar simpático, mas com um tom de voz extremamente perturbador para os meus ouvidos acabados de acordar. Ou fala alto (mas mesmo alto) ou há dias em que adormece e ressona um bocado. Prefiro-o neste segundo modo.
     Há também quem nunca me vire as costas. O senhor de camisola bordô e logótipo de qualquer restaurante vai sempre de costas para o caminho, ou seja de frente para mim. Encara-me muitas vezes o que me irrita, mas tento pensar que pode ser para qualquer pessoa que esteja sentada e nunca para mim. Há dias fui comer um prego a Alcântara e foi ele que me serviu. Coincidência? Claro! Apeteceu-me dizer - Não apanhamos o mesmo autocarro? Mas depois mastiguei o prego e esqueci a ideia.
        Qualquer dia estou na fila dos CTT e encontro o rapaz baixinho das Vans. Esse não sei onde entra, mas sai sempre nas Amoreiras com a sua mochila. Às vezes dá-me a impressão que vai a dormir, mas deve ser só da posição mais confortável que encontrou para ler as noticias no iphone. Nunca tira os óculos  por isso por vezes penso, de que cor serão os olhos? A seguir penso no Pedro Abrunhosa e não passa daí. Duas paragens anteriores à minha saída entra o senhor mais distinto do autocarro, pergunto-me onde irá todos os dias à mesma hora de fato e gravata se já não tem idade para trabalhar. Ver os netos, talvez. 
Gosto das roupas da miúda que entra na Almirante Reis, mas acho que não conjugaria assim as peças. Hoje por exemplo, acho que fez uma má escolha ao calçar sabrinas. Está frio.

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         C.

domingo, 25 de novembro de 2012

habemus árvore de Natal.


     Ainda não estamos em Dezembro e já temos uma bela árvore de Natal que a J. montou com todo amor ao som da playlist que eu coloquei no ar para lhe dar mais motivação. Daqui a 6 dias já podemos abrir o nosso calendário de chocolate e ir comendo até ao final do mês. Já há dois miminhos debaixo da árvore e até ao dia mais surgirão. Prendinhas de acordo com a dita crise, mas com imenso gosto, como sempre.

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     C.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

hoje as histórias contam-se em video


     Para quem ainda não viu o que fizemos com tanta dedicação, aqui fica o primeiro episódio do To eat, to love.

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     C.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

das prendas mais fofinhas de sempre#1



     Recebi-o na semana passada e desde aí que não o largo. Veio da Madeira numa caixinha branca e fez-me esboçar um sorriso mal o abri. Não é por ter o meu nome (que não sou narcisista), mas sim porque foi oferecido pela M. e porque é daquelas prendas que ficarão para sempre. Para depois passar aos netinhos.

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     C.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

uma cama para o Natal.


     E para o ano inteiro. Lembram-se das luzes dos chineses? Pois aqui estão elas. Porque não podemos todas ter uma cama de princesa 365 dias por ano (ou até as luzes se fundirem, pelo menos)?!

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     C.