Hoje em que, supostamente, o país parou para fazer greve eu lembrei-me de escrever sobre trabalho. Nada contra as greves, aliás é um direito e como todo o direito deve ser respeitado. Nada contra os não aderentes, também. Graças a Deus vivemos numa democracia (mesmo que confusa, por vezes) e por isso cada um deve agir de acordo com as suas convicções.
Não aderi à greve e embora saiba que temos de lutar pelos nossos direitos hoje resolvi vir trabalhar ainda mais feliz do que venho todos os dias (tirando à segunda-feira, claro). O facto de ter tido o melhor timing possível com os serviços da Carris a 50% também ajudou ao meu bom astral de hoje.
Trabalhar é muito mais do que cair uma quantia definida na conta todos os meses. Trabalhar é uma espécie de terapia, uma espécie de estimulo na criatividade e na nossa presença no mundo. Trabalhar é na verdade a melhor forma que encontrei de equilibrar a minha sanidade mental. E quando olho para certas pessoas percebo que tanta estupidez só pode vir do facto de serem pesos mortos na sociedade e inutilidades na própria vida de quem as rodeia. Sim falo dessas pessoas que não nasceram para trabalhar nem produzir nada de útil, essas pessoas sem objectivos ou sonhos.
Não falo das pessoas que com a crise não conseguem arranjar trabalho ou perderam o seu. Essas continuam focadas e empenhadas em encontrar o seu lugar ao sol, essas são o motivos de orgulho para elas mesmas e para quem todos os dias lhes planta a esperança. Essas, mais cedo ou mais tarde, vão acordar num dia de greve e sentir que nada lhes poderá afectar o dia.
Love
C.