segunda-feira, 8 de outubro de 2012

as vindimas.





     Foi bom e era, de facto, tudo que eu estava a precisar. Trouxe recordações, muito boas recordações.
     Love
     C.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

de malas feitas.


     Ando ausente, eu sei. Mil desculpas. A semana tem sido dura e escrever desabafos de mágoa aqui desculpem, mas não me apetece. Hoje ao final da tarde pego na mala e vou subir. Finalmente um pouco de ar puro, um pouco de paz e uns dias sem olhar para o relógio. Já tenho planos e entre eles estão: ir ao cabeleireiro e à vindima. Saudades que tenho da manhã de vindima, parece que foi há anos a última vez que me sentei na terra a comer pão e a ver os primeiros raios de sol do dia.
     Já não me faz mossa acordar cedo e esta semana acordei todos os dias antes do despertador tocar, se foi de bom humor? Não, não foi. Tenho saudades do Verão e ele mal se despediu. Tenho saudades das minhas amigas e elas mal se despediram. Tenho saudades da minha avó. Penso nela todos os dias, às vezes mais do que uma vez por dia.
     Melhores dias virão.

     Love
     C.

     P.S - Obrigada ao Daniel, pela fotografia.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

asfalto de reclamações.


     Hoje deixo a interpretação e o texto desta fotografia para vós. É sexta-feira e eu só quero o meu sofá.

     Love
     C.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quando cai a noite na cidade.


     Tantas conversas que este céu já testemunhou. Tantas confidencias que a Bica ouviu e quantas delas ficaram guardadas nas paredes brancas e nas sujas. Tantas novidades foram conhecidas à beira destas portas fechadas sempre prontas a acolher o cansaço de uma noite que já ia a meio. Tantas gargalhadas e gritos ouvidos por estes moradores sem saber da sua história e dos seus motivos. Tantos primeiros beijos se deram ao descer a rua a pique e a calçada descoordenada. Tantos novos planos e mudanças se juraram entre janelas fechadas e gastas pelo tempo. Tantas despedidas com promessas de voltar se guardaram nos lábios, agora silenciosos, de quem por aqui passou.

     Love
     C.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Lisboa, Lisboa.



     Lisboa das despedidas. Lisboa das chegadas. Lisboa do trânsito e do silêncio. Lisboa do fado e de Alfama. Lisboa das esplanadas e dos jardins cheios de gente ao domingo. Lisboa das filas para tudo. Lisboa do Bom dia sem resposta ou da indiferença. Lisboa bairrista e de pés no Tejo. Lisboa dos copos perdidos pela calçada portuguesa. Lisboa da música regada com vinho tinto e petiscos. Lisboa sobe e desce. Lisboa dos terraços com vista para o sol. Lisboa boémia ao descer para o Cais. Lisboa com cheiro a café pela manhã e a sardinhas assadas em Junho. Lisboa com vista para a outra margem. Lisboa fria com casacos quentinhos e capuchinos. Lisboa com luzes e azafama. Lisboa dos encontros e desencontros. Lisboa dos amores e dos finais felizes. Lisboa das descobertas perfeitas e das desilusões. Lisboa da demora. Lisboa das paredes brancas. Lisboa de traços rebeldes. Lisboa da madrugada e do final de tarde.

     Love
     C.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

a partida.


     Era inevitável. Os nossos pais ensinam-nos que devemos lutar sempre pelos nossos sonhos, custe o que custar, doa a quem doer mesmo que em certos instantes seja a nós mesmos. Nascemos e somos educados a querer o melhor e é por isso que precisamos de aprender a voar sozinhos e nada melhor que fazê-lo em voos "a sério". É isso que a R. vai buscar, os seus sonhos. E se há alguém que merece alcançá-los, essa pessoa é ela. É por isso que na partida as lágrimas foram de alegria e de tristeza. Os seguidores do meu blogue e os meus amigos mais queridos sabem que o que mais me custa são as despedidas. Voltar de uma viagem, ser domingo depois de um fim-de-semana maravilhoso e a partida de amigos são uma canseira para o meu coração. 
     R. ,
   Não podemos escolher a família e mesmo assim o amor é incondicional. Mas podemos escolher os amigos, na verdade são eles que nos escolhem, é o destino que nos junta e somos nós que os mantemos mesmo que para isso baste sermos nós mesmos. Foi isso que me fez gostar tanto de ti, logo no primeiro dia. Logo sem saber que tinhas nas veias o mesmo sangue que eu, o sangue do norte. Logo sem imaginar que desde aquele dia, eu, tu e a D. íamos ser unha e carne e ninguém iria mudar isso. Não vou dizer de tudo que vou ter saudades, tu sabes. Foram muitos dias, muitos mais do que o calendário marcou e serão muitos mais, aqui ou no Brasil. Espero por ti num sitio qualquer deste nosso país para brindar a 2013. Falta tanto, mas eu seguro as pontas até lá.

Love
C.