terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Lisboa das 7 colinas.
Mesmo depois do trânsito, não sei quanto tempo para chegar ao trabalho porque o autocarro está mesmo a partir no momento em que chegamos. Mesmo depois deste calor misturado com dióxido de carbono e pessoas que, simplesmente, não se desviam para deixar ninguém passar ou não conseguem sequer segurar a porta para outro alguém que vem atrás. Mesmo depois de esperar não sei quanto tempo pela porcaria do autocarro para regressar a casa. Mesmo depois de odiar a Carris e o Metropolitano de Lisboa e sentir que depois de tudo isto já não tenho tempo para ir ao supermercado ou calçar as sapatilhas e ir correr. Mesmo depois de tudo isto é impossível não olhar para estas ruas, esta luz, esta "cidade sobe e desce" e pensar: Lisboa apaixona.
Love
C.
sábado, 30 de junho de 2012
é aqui que a magia acontece.
Todos sabem da importância disto para a sanidade mental de uma mulher. Quando estamos deprimidas vamos ao cabeleireiro, quando não sabemos que fazer vamos ao cabeleireiro, quando temos desgostos de amor vamos ao cabeleireiro, quando estamos felizes vamos ao cabeleireiro, quando queremos mudar a nossa vida vamos lá ver por onde podemos começar. Sentar naquelas cadeiras é mais do que uma terapia e mesmo que a mudança seja insignificante a sensação de leveza ao sair daquela porta é enorme. Uns vão à igreja rezar, outros preferem cuidar do corpo para ressuscitar a alma. Não encarem como futilidade, uns vão surfar ou caminhar pela praia outros preferem dar os cabelos ao corte.
Às vezes cortamos o cabelo a pensar que tirando esse peso tiramos todo o resto. Outras vezes resolvemos fazê-lo para acompanhar toda a mudança que se passa à nossa volta.
Só me resta agradecer à Tia Margarida que faz sempre das minhas idas ao cabeleireiro, histórias com finais felizes.
Love
C.
Publicada por
Fotografias com Histórias Dentro
à(s)
16:55
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
Etiquetas:
cabeleireiro,
cabeleireiros Margarida Navarro,
cabelo,
cortar o cabelo,
REVLON
quinta-feira, 28 de junho de 2012
true love.
Hoje quando ia trabalhar, com os meus phones nos ouvidos a ouvir e o meu livro adorado debaixo do braço pensava em coisas muito profundas desta vida. Uma delas relativamente o facto de nos fartarmos das pessoas. Eu farto-me das pessoas. Farto-me tantas vezes das pessoas. Das suas manias e frases feitas, dos seus medos parvos e das suas esperanças vazias. Farto-me de mim. Farto-me com frequência de mim. Dos meus sonhos e filmes na hora do duche, dos meus traumas e teimosias. Farto-me de mim de manhã, depois de almoço convivo melhor e à noite volto a fartar-me.
Imagino se existirá alguém neste mundo de quem nunca me irei fartar. E depois penso. A minha irmã. Embora me irrite solenemente algumas vezes ela é a talvez a única pessoa da qual não me consigo fartar. Farto-me uns 5 minutos e depois passa. Passa sempre e rapidamente porque logo a seguir imagino como seria a minha vida sem ela e fico a sentir-me ainda mais chata do que nos dias em que me farto de mim.
A minha irmã percebe sempre as minhas piadas mesmo quando não lhes acha piada, diz que não, mas não resiste e a seguir diz logo que sim. Passa a mão invisível na minha cabeça quando eu mais preciso e faz cara de gatinho abandonado para não ter de fazer o jantar. E eu faço sem me importar e sem me fartar. Já viram o quão mágico isto tudo é?
Love
C.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
cartas que não volto a escrever
Há hábitos que se perderam e me deixam tantas saudades. Um deles é este de enviar cartas. Hoje são os e-mails. Não quero desprezar a sua importância e carácter prático, mas tenho saudades de escrever cartas e recebê-las. Tenho saudades da magia que escrever em papel branco e colocar um folha de linhas por baixo decalcada a preto para ficar tudo direitinho, mas sem linhas. Tenho saudades do cheiro a papel e o sabor a cola do envelope que lambia antes de fechar. Saudades de esperar pela resposta e ir ver vezes sem conta à caixa do correio. Saudades de rasgar o papel do envelope na ansiedade de ver que mistério trariam aquelas linhas. Na verdade o que gosto nas cartas é a surpresa, é a espera e a magia da chegada. Gosto de pensar nelas sempre como boas noticias.
Às vezes apetece-me escrevê-las só pelo prazer, mesmo não tendo a quem as enviar ou alguém que tivesse paciência para lê-las.
Love
C.
domingo, 24 de junho de 2012
uma aventura na tasca
Quem não tem a correr nas veias a paixão pela comida não entende o que é passar um dia a ansiar que chegue a hora do jantar para se atirar aos petiscos. Ontem foi assim. Depois de uma tarde de compras e meninas lá fomos a correr para Alfama. Depois de pousar a viatura na Graça descemos a rua da Voz do Operário (onde ainda decorrem os famosos bailaricos de bairro) e fomos à procura da tasca perfeita no bairro mais genuíno de Lisboa. A tasquinha do Vadio ver aqui tem petiscos bons, atendimento de simpatia e tinha mesmo aquilo que nós queríamos comer. Por isso não podíamos ter sido mais felizes. Para terminar em beleza, um espreitadela no miradouro da Graça para ver as luzes de Lisboa e depois fila na barraca de farturas Matos para adoçar o estômago.
A isto chama-se felicidade.
Love
C.
Publicada por
Fotografias com Histórias Dentro
à(s)
12:07
1 comentário:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
sexta-feira, 22 de junho de 2012
perfumes que contam histórias
Tenho uma ligação muito forte com cheiros. De todos os meus sentidos penso que o olfacto é o mais apurado. Esqueçam a visão, que eu sou bem míope e quanto à audição costumo dizer que prefiro só ouvir o que me convém (aliás isto é a minha mãe que afirma). No que diz respeito ao paladar gosto de usá-lo, mas como sou um bom garfo não sou de grandes exigências e esquisitices. Em relação ao tacto prefiro deixar no segredos dos deuses. Assim sendo considero-me bastante observadora e critica de cheiros. Os meus momentos não só têm uma banda sonora com todo um "smell track".
Eu gosto de pessoas que emanam aroma quando passam no metro. Pessoas que deixam o rasto onde quer que passem sejam 8h (e tenham acabado de tomar banho) sejam 19h e já tenham revirado meio mundo, mas ainda assim continuem a cheirar a frescura de banho matinal. Gosto de pessoas que são originais a escolher o aroma com que vão conviver todas as manhãs. Gosto de sentir um perfume e saber que tem de ser meu porque é a minha cara. Gosto ainda mais quando as pessoas que me conhecem bem sabem que esse mesmo perfume tinha de ser meu porque eu sou ele em cada pulverizar.
Usar e escolher um perfume não é a mesma coisa que usar e escolher uma pasta de dentes. São precisos dias de reflexão e a consciência de que ele vai marcar mais uma etapa, mais uns meses de vida e as histórias desses meses.
E as histórias com finais felizes ou cinzentos estão nos perfumes também. Reviver um perfume maldito numa esquina qualquer de uma cidade é o mesmo que sentir o mundo em cima de nós exactamente como foi naquele passado. Sentir um aroma feliz num banco qualquer de espera de uma estação de correios é o mesmo que sorrir como sorrimos naquele momento que antes nos encheu o coração.
Love
C.
Subscrever:
Mensagens (Atom)