sexta-feira, 8 de junho de 2012

sempre gostei de frigoríficos cheios


     Isto deve ser de família. Sempre me passei com a minha mãe por causa da excessiva comida no frigorífico. Ela enchia até não caber nem mais uma formiga e depois era difícil encontrar o que quer que fosse. Mas havia a vantagem de ter sempre muita escolha e isso é óptimo. Agora eu faço o mesmo. Vou às compras e nem consigo lembrar-me que não tenho um frigorífico industrial (infelizmente) e depois para arrumar tudo é o cabo dos trabalhos. Mas eu adoro olhar e ver muita comida e muitas cores. 

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     C.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

o significado das escovas de dentes.


     Acho piada quando leio nos livros coisas do género: "ele deixou a escova de dentes dele na minha casa de banho e isto é grave e sério". Acho estranho a importância que se dá a uma simples escova de dentes. No fundo ela não deixa de ser importante já que é aconselhada por todos os dentistas e mantém a nossa higiene oral em dia, mas não é ela que torna as coisas sérias. A julgar pela quantidade que tenho cá em casa diríamos então que eu sou uma pessoa que leva as relações amorosas e de amizade muito a sério. 
     Mas, na verdade eu vejo as escovas de dentes de outra forma. Servem para lavar os dentes, mas são mais do que um simples objecto. São a forma de mostrar às pessoas que elas são bem-vindas em minha casa. E por isso elas nem precisam de trazê-la, eu mesmo compro um pack delas e ofereço aos meus convidados mais queridos caso eles sintam necessidade. Encontrei na escova de dentes a forma de mostrar aos meus amigos que a minha casa estará sempre de portas abertas para recebê-los.

     Nota: estas escovas não correspondem de todo aos meus antigos namorados.

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     C.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

à hora certa.


     Há três dias que a história se repete. Entro no autocarro ainda a dormir e a pensar como dava tudo para voltar para a cama. Mal reparo em quem está, muito menos se as pessoas se repetem. E sem olhar para quem entra ou sai vou sintonizando a rádio no meu telemóvel, quando já estou acomodada e a ouvir qualquer porcaria de música animada reparo na rapariga sentada à minha frente. Tem o símbolo de espadas (daqueles dos baralhos de cartas que nunca sei identificar) tatuado a vermelho na nuca. Traz sempre o cabelo apanhado e veste-se mal. Não sei se o facto de ser espanhola está ligado com o facto de se vestir mal. E com ela vem sempre um rapaz de cabelo encaracolado e com gel, usa óculos e também é espanhol.
     Há três ou quatro dias que se sentam à minha frente e nunca estou atenta para perceber em que paragem entram, mas saem sempre na mesma que eu. Até aqui, nada de novo. Mas, quando volto para casa ao final da tarde, o que varia consoante a hora em que saio do escritório, se passo ou não no supermercado, se vou beber finos para uma esplanada, eles estão outra vez no mesmo autocarro que eu. Ela sentada mesmo em frente a mim e ele de pé ao seu lado. 
     Pergunto-me se também eles repararam nesta coincidência. Ou se somos todos tão invisíveis nesta cidade que ninguém (além de mim) repara nas pessoas repetidas no metro ou em qualquer outro transporte público. Pergunto-me se há alguma explicação para todos os dias ver aqueles dois no mesmo sitio como se houvesse uma hora certa, marcada no relógio para eu ver aquele símbolo de espadas vermelho à minha frente. 
     E depois penso que realmente não adianta fugir de certos encontros. Se realmente estiver marcado no relógio das coincidências eles vão ocorrer mesmo que nos tenhamos atrasado ao voltar para trás para pesar os legumes que não dão para pesar na caixa ou para buscar uma agenda que deixámos em mesa da secretária.

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     C.

domingo, 3 de junho de 2012

o manjerico está de volta.


     Chegou o mês de Junho. O mês de Junho é um dos meus preferidos e a razão principal são os Santos Populares. Eu sou uma mulher de tascas, de festas ao ar livre com comidas simples e boas, bebidas frescas em grande escala. Sou pelas festas populares, a música em qualquer esquina da rua, as barracas de farturas e de bifanas. Sou pela proximidade, pelos bairros acolhedores e pelas pessoas hospitaleiras. É por todos esses motivos que gosto tanto das Festas de Lisboa.

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     C.

as melhores conversas são à volta de uma mesa com boa comida


     Chego à conclusão que as melhores conversas, sejam elas sérias, descontraídas ou da parvoíce são à volta de uma mesa recheada de boa comida e regada com vinho tinto. Sou uma pessoa que dá imenso valor à hora de refeição e comer sozinha é uma tortura da qual fujo sempre que posso. 
     É que comer cai bem com conversas a meio, pausas para pensar e argumentar qualquer coisa nem que seja estúpida. Comer cai bem com boa companhia e umas boas gargalhadas pelo meio. Geralmente como depressa porque estou quase sempre com fome, mas gosto do vagar de uma refeição especial, gosto de parar para contar uma história e fazer rir os convidados. Gosto sobretudo de ter convidados para jantar e pôr uma mesa grande e bem arranjadinha. Gosto de pensar na ementa, comprar os ingredientes, cozinhar e ver boas reacções ao meu manjar. Esta coisa de receber é muito transmontana e eu herdei-a em todos os meus poros.

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     C.

sábado, 2 de junho de 2012

o amor das sextas-feiras.


     Faça chuva ou faça sol quando dá o toque das 18h ou das 19h de sexta-feira (dependendo do que houver para fazer) lá vamos nós a correr sentar o rabo na relva com a mini na mão para ver o Tejo e sentir a inspiração.

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     C.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Eu também faço Fotografias com Histórias Dentro - por João Jesus


     Na segunda ronda do "Eu também faço fotografias com histórias dentro" quem começa é o João Jesus. Façam como ele e enviem as vossas fotografias e histórias para: fotografiascomhistoriasdentro@gmail.com.

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     C.