segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ana Luísa Cardoso, a lulu


´Lulu
     E hoje, a minha Cardosinha (:
     Espero que ela não tinha ficado chateada por ser só hoje a sua homenagem. Na verdade é uma das minhas amigas mais antigas e se ainda dura é sinal que é mesmo de verdade. Mas, quero dizer-vos que estas homenagens estão a ser aleatórias e não com grau de preferência. O meu coração é grande e cabem todos estes amores pequeninos.
     Não posso falar da Lulu sem falar de como nos conhecemos, tínhamos 5 anos. Tantas vezes que já contei esta história mas acho-a a deliciosa. (Lulu quando começaste a ler a primeira frase aposto que pensaste logo que iria referir esta história, e como não gosto de te desiludir aí está ela)
     8h e tal da manhã.
     O autocarro pára na paragem mais próxima de minha casa.
     Subo com a lancheira pela mão.
     Olho e quase ninguém.
     Reparo melhor.
     Uma menina na ultima fila.
     Parece simpática.
     Vestida de verde e com uma bandolete na cabeça.
     A bandolete tinha uma aplicação que nesse dia me pareceu um chouriço.
     Sento-me ao seu lado.
     Meto conversa.
     -Olá eu sou a Cátia! e tu?
     Não obtenho resposta.
     -Queres ser minha amiga?- continuo.
     Não obtenho resposta novamente.
     Sorrio.
     Não mudo de lugar.
     E penso - Ok não respondeu, mas sei que vamos ser amigas.

     E foi assim. Não sei quando começamos a falar a serio mas,aquele meu monólogo no autocarro foi muito interessante. A verdade é que Ana Cardoso falava pouco no infantário. Hoje é diferente. É isso que gosto nela.A sua energia que às vezes, confesso, se torna irritante. Mas é tão dela.  Estranho é quando entra e não dispara, estranho é quando não ri feita tolinha. E é assim que a adoramos.
     Já disputamos a atenção do mesmo rapaz e lembro-me que nessa altura isso ainda aprofundou mais a nossa amizade. Afinal ter gostos iguais é sinal de cumplicidade.
     O destino separou-nos na universidade mas nem isso diminuiu a nossa amizade, continua a perceber-me tão bem. Ela esteve nos piores e melhores momentos. Ela ouviu as minhas dúvidas amorosas sem me julgar e tantas vezes me disse - Cátia um dia vai ser assim- e sempre que ela dizia, era assim.
     Adoro ser crescida como somos agora. Mas lembro-me tantas vezes do nosso Clube das Amigas, todas as semanas tínhamos um dia só para nós as 4. E fazíamos coisas de meninas. Adorava. Hoje não é um dia por semana mas quando é continua a ser maravilhoso.

     Minha Lula do coração! Um obrigada por esta amizade de sempre e para sempre.

     A tua banda sonora:
     Leva-me contigo - Duarte Rosado

     Love
     C.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Empadão de Carne

Empadão de Carne
     Hoje deixo-vos, também, uma sugestão para o jantar de domingo. Se faltar algum ingrediente em casa, ainda podem ir ao supermercado porque agora estão abertos ao domingo.

     Ingredientes:

     500 grs de carne de vitela picada
     1 cebola média
     2 dl de vinho branco
     2 dentes de alho picado ou se preferir alho em pó a gosto
     1 caldo de carne
     1 folha de louro
     2 colheres de sopa de azeite
     polpa de tomate a gosto
     oregãos a gosto
     sal q.b

     Para o puré:

     1 kg e 200 grs de batatas cozidas
     1,5 dl de leite
     sal q.b
     pimenta em pó q.b
     uma pitada de noz-moscada
     1 colher de sopa de manteiga ou margarina
     1 gema de ovo para pincelar

     Confecção:

     Leve uma panela ao lume com azeite, a cebola e alhos picados. Deixe refogar até alourar. Junte a carne picada. Mexa bem. De seguida junte o vinho, a polpa de tomate, o louro, oregãos e o caldo de carne. Tempere com sal e pimenta. Deixe estufar cerca de 15 minutos em lume médio, mexendo de vez em quando. Depois de estufada reserve.

     Puré de batata:

     Lave, descasque e coza as batatas. Depois de cozidas passe-as no passe-vite, junte ao puré o leite e a manteiga e mexa muito bem.
     Tempere com sal, pimenta e noz-moscada (o puré deve ficar fofo). Deite uma camada de puré num pirex e alise, por cima o estufado da carne, tape com o restante puré, pincele com gema de ovo e leve ao lume a alourar.
     Sirva acompanhado com salada verde ou mista.
     Bom apetite.
         
     Adoro ouvir música enquanto cozinho por isso, aqui fica uma sugestão de acompanhamento musical:

     Love
     C.

Apetecia-me Verão

Mar do Caribe


     Hoje apetecia-me Verão, praia com areia e água salgada. Apetecia-me gelados a derreter nas mãos por causa do calor. Dias longos e banhos mornos. Bebidas geladas e comidas picantes. Apetecia-me vento abafado na cara e andar de bicicleta ao final da tarde.
     A foto tem mais de um ano e não me apetece falar sobre ela. Fica o mistério.
     Tenham um bom domingo de mantinha, sofá e filmes.


     Love
     C.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Sofia Cardoso

Sofia Cardoso.
      Sofia Cardoso!

     Não me lembro do dia em que conheci a Sofia, nem da nossa idade nessa altura. Mas sei onde foi e a roupa que ela trazia. Antigo salão de cabeleireiro da minha tia e ela vestia uns calções com padrão de quadradinhos, muito pequenos brancos e pretos e um pólo branco de Benetton. Sou definitivamente uma pessoa de pormenores. Começámos a ser coleguinhas nas chamadas "Férias Desportivas" e depois disso, foi um passo para combinar trocas de fins-de-semana. Ela ficava na minha casa, eu ia para a dela. Nunca fomos da mesma turma mas, isso nunca foi problema. O destino juntou-nos, e se não tivesse sido assim, tinha sido anos mais tarde quando começámos a ter amigos em comum. Tinha de ser. E o que tem de ser, tem muita força.

     Recordações

     A recordação mais especial que tenho dessa nossa infância foram as cartas e postais que trocávamos. Era delicioso. Ainda hoje as guardo numa caixinha. A Sofia tinha uma letra tão bonita! E escrevia com canetas de cores diferentes. Era uma coisa um bocado estúpida esta de mandar cartas, vou explicar porquê. Morávamos a 15 kilometros e já existiam telefones como é óbvio. Mas era um ritual giro, o nosso ritual.
     Tenho saudades desse tempo, em que éramos doces e inocentes e mandávamos cartas. Doces continuamos a ser mas o tempo das cartas já se foi. Agora são horas de telefone na cusquice. É bom na mesma, é outra fase, sei lá!

     Adeus correspondência

     Foram-se as cartas, ficaram as noites de festa e bebedeiras. Foram-se as férias desportivas e ficaram os jantares e as confidências. A Sofia, agora, além de minha grande amiga é, também, a minha conselheira de medicação (se é que este termo existe), sempre que estou constipada, com tosse ou alergia, a Sofia é a minha SÁUDE 24! Sempre que tenho doidoi no coração ela é o meu SENTIMENTAL 24! Gosto muito dela, ela sabe porque é mútuo (acho eu). Ela esteve sempre que eu precisei, no silêncio, no caos da confusão, de noite e de dia. É por isso tudo e muito mais que já merecia esta homenagem.

     Deixo-vos uma música, a música da Sofia. Afinal, tenho uma para cada pessoa importante.
     Texas - Say what you want!

     Love
     C.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Mafalda Ramos, a nanas


Mafalda Ramos
     Meus queridos :) hoje, novamente, a ver fotos decidi começar a "postar" fotografias de pessoas que gosto bastante. Por isso, nos próximos dias o meu blogue será um espacinho de retratos e textinhos amorosos onde digo bem de pessoas realmente adoráveis.

     Mafalda Ramos e CC

     A Nanas, como nos costumamos chamar, é a minha primeira amiga madeirense. Foi com ela que bebi a minha primeira poncha e comi o meu primeiro bolo do caco :) são coisas que não se esquecem.
     Ficamos amigas por causa de CC (Ciências da Comunicação), ficamos amigas porque teve mesmo que ser, jamais poderia ser de outra forma. Quando eu já estava a desesperar nas minhas três primeiras semanas de faculdade, eis que alguém se lembra de passar uma folhinha com e-mails. Já conhecia algumas pessoas mas não me identificava muito, tenho que ser honesta. Ao passar os olhos pela folha vi um e-mail que me chamou a atenção, "kaipirosca". Pensei - esta miúda deve ser uma doida, uma pessoa que gosta de kaipirosca é uma pessoa com quem me posso vir a dar muito bem!- adicionei. Desde aí que a cumplicidade foi mútua, e somos gémeas desde esse dia. ahaha

     Cumplicidade

     A Mafalda é uma pessoa maravilhosa, sabe ouvir e melhor, saber sempre o que dizer, sabe sempre o que eu preciso de ouvir, aquilo que me pode reconfortar. Mesmo nas férias, quando ela está na Madeira, abro a janelinha no messenger e vou a correr contar muitas coisas. A  Mafalda sabe sempre porque estou a rir e na maior parte das vezes estamos a rir da mesma coisa sem ser preciso falar, não é um máximo?!
     Só tenho boas recordações, mesmo nos nossos piores momentos a conversa séria acabou em gargalhadas e as "histórias de maus" foram desdramatizadas. Bebemos vinho, comemos pão de alho e super carnes e tudo fica bem.

     Não acho que os amigos da faculdade sejam os únicos amigos que fiquem para sempre, como já ouvi muitas vezes, mas sei que esta amizade vai ser. Vou ao casamento e ao baptizado da Matilde, sei que vou!

    Mafaldinha je t'aime salopeeeeeeeeeeee! Uma música para nós:
    Fade

    Love
    C.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Vintage

Sofia e Mimi em modo anos 20!
     Estava, novamente, a rever álbuns e encontrei esta foto super charmosa. Depois, pensei que daqui a nada estaremos novamente nos anos 20. Não é um máximo? os loucos e sedutores anos 20. Uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das mulheres, livres de espartilhos.
     A mulher começou a ter mais liberdade e já podia mostrar as pernas e usar maquilhagem. O batom era, geralmente, vermelho; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis; a pele era branca.
     A silhueta dos anos 20 foi marcada com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston.
     Adoro a época e tudo que ela simboliza a nível histórico. Noutra vida, talvez tenha andado nos grandes salões de festa a abanar a minha boquilha e a deixar marcas de batom vermelho na cara dos senhores.

     Deixo-vos uma música do meu musical preferido.

     Love
     C.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Festa do Pijama


Festa do pijama! Rafaela e Joana!2009

     Mais uma vez, em passeios por álbuns antigos, encontrei esta relíquia. Uma foto de uma noite de primas que me fez lembrar das divertidíssimas festas de pijama da adolescência. Meu Deus, como o tempo passa! Ainda me lembro da última a que fui, estávamos em 2006 e foi por altura do aniversário da minha amiga de infância Mimi.
     Adorava aquelas noites. Conversas de meninas, quase sempre sobre rapazes, devo admitir. Regadas com álcool do bar dos pais roubado à socapa. Que adoráveis! Pipocas e gomas à mistura intercaladas com telefonemas em anónimo, com risinhos abafados como barulho de fundo. Lembro-me como era emocionante, às vezes tanto que dava imensa vontade de fazer xixi de tanto rir. Falávamos mal das más, como é óbvio e suspirávamos pelo rapaz que não nos ligava nenhuma. Eram boas noites para contar segredos e fazer revelações.
     Depois disto tudo, adormecíamos com a alma adolescente cheia de disparates. Doces como os vejo hoje, mas ainda assim,disparates.

     Banda sonora:
 
    Love
    C.